terça-feira, 25 de junho de 2013

Kanhaiya Kumari: O menino, a mãe e a lua

Um menino chamado Kanhaiya Kumari nasceu dentro de uma prisão e foi entregue pela mãe às autoridades, cresceu em orfanatos. Andava sozinho, era um menino de poucas palavras e olhos tristes. De três em três meses era levado até a cadeia  e lá tinha alguns rápidos minutos com sua mãe. Passava tão rápido, ele mal conseguia ter tempo para abraçar-lhe e contar todos os detalhes de sua vida. O menino vivia imerso em pensamentos, em sonhos. Em meio aos sonhos infantis estava lá o desejo desesperado de tê-la por perto. A cada visita à mãe voltava com o rosto marcado pela tristeza e o nó prendendo-lhe a garganta.
Quando ainda não passava de um menino, demorava a pegar no sono a noite, assustado com os monstros. "Como vou me proteger sozinho do bicho papão?", se perguntava às lágrimas. Nessa horas insones ele abria a janela e deixava a reconfortante luz do luar iluminar seu rosto. Passava horas admirando a lua até finalmente cair no sono. 
Uma noite, Kanhaiya não conseguia dormir, depois de se revirar na cama por horas, olhou para a lua que o encarava da janela  e fez uma sincera promessa a si mesmo: "Irei ajudar a minha mãe!".
O menino foi crescendo e nunca se esqueceu de sua promessa, todas as noites olhava para o céu e uma prece fazia para a lua: "Eu preciso encontrar um modo de ajudar a minha mãe, o que devo fazer?".
Os dias seguiram, no espelho não se via mais um menino, mas já um homem. Começou a trabalhar duro noite e dia, economizava vintém por vintém, até que por fim lá estava o equivalente a 370 reais guardados embolados dentro da fronha. 
O rapaz orgulhoso foi para a cadeia contar as boas novas para a mãe. Depois de 19 anos de distância entre mãe e filho a fiança havia sido paga e em liberdade a mãe chorosa e com o peito inflado de orgulho do amado filho o abraçou. 
Kanhaiya teve seu primeiro jantar em família e naquela mesma noite olhou para a lua e agradeceu: "Obrigado por me guiar, por me proteger e por cuidar da minha mãe. Agora Dona Lua, só o que peço é que o nosso abraço seja eterno.", o jovem deitou no colo da mãe e ali pegou no sono, sentindo a respiração maternal que tanto lhe fizera falta. Agora ele estava seguro, sua mãe estava com ele e os monstros nunca o pegariam.

(Luíza Gallagher)


* A história baseada na notícia: http://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/indiana-espera-19-anos-at%C3%A9-filho-crescer-e-204635709.html

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Rodrigo

Você surgiu de repente como um anjo vindo dos céus e quando percebi já era amor. Você me conquistou com algumas palavras doces e esse seu jeito completamente apaixonante. Quando abriu esse sorriso que é o mais lindo que já vi, eu já era sua. 
Implicante, irritante, chato, teimoso e fazedor de cócegas, ainda assim perfeito para mim. Como não te amar? Como não te desejar? Impossível para mim não te querer.
Cá estou eu hoje, não só comemorando o seu aniversário como também agradecendo por você ter nascido e  por dentre todas as opções que poderia ter, fez de mim uma escolha.
Eu o amo. Simples e fácil assim, quase sem querer, mais que bem querer... É amor.
Desejo a ti muitas felicidades e todas essas baboseiras que todos que amam acabam sempre por desejar. Que você tenha muita saúde e que alcance todos os seus objetivos. E quanto a mim? Estarei aqui seja para te ajudar ou apenas para ficar te olhando e babando por ti. Tudo o que quero é que você seja feliz, e eu ficarei ao seu lado para cuidar de você do meu jeito desajeitado porém apaixonado.
Feliz Aniversário minha vida.

(Luíza Gallagher)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Revolta da Salada: O Despertar do Gigante



Um aumento no preço da passagem de ônibus em São Paulo cria revolta e indignação na população que por sua vez resolve tomar as ruas em protesto. Aí você pergunta: "Oras, tudo isso por causa de 20 centavos?" Não, não é tudo por causa dos 20 centavos, devo informar-lhe. O Brasil é um país com um elevado índice de corrupção, é uma pátria doente e muitas são suas moléstias. Um país com desigualdades, com descaso para com o cidadão, um país em que as diferenças sociais gritam. A população cansou da inércia, cansou de ser tratada a pão e circo e se uniu em uma luta que é de todos. Os políticos não entendem, os grandes empresários também não, até alguns "jornalistas"  que deveriam defender o direito à liberdade de expressão e à luta social brasileira acabaram ali perdidos, sem entenderem o porquê, pobre Arnaldo Jabor. 
Nos jornais as manchetes falavam de vândalos e de revolta sem causa. Opa, revolta sem causa? Com todos os problemas que existem nesse país acho eu que o que mais temos é causa para nos revoltarmos. Quanto a vandalismo, sim houveram pessoas apelando para o quebra quebra, mas foi uma minoria repudiada até pelos próprios manifestantes. Jabor foi um que ironizou a manifestação, mas não foi o único. Vários veículos de mídia alegavam que a revolta estava sendo feita por jovens de classe média e alta que não tinham o porquê de brigarem por 20 centavos... Mas como disse, não são apenas os 20 centavos. Alguns "jornalistas" diziam que o pobre trabalhador que deveria se rebelar não estava ali nas ruas e que isso seria a prova de que a manifestação não era legítima. Pergunto a vocês: Querem mesmo saber onde estão os pobres trabalhadores? Estão ali suando a  camisa para conseguirem sobreviver com alguma dignidade com esses salários vergonhosos, estão ali lutando para pagarem suas contas e os altos impostos que o governo brasileiro impõe. Eles não estão nas ruas pois estão lutando para comprarem o pão de cada dia. Pobre Jabor, tão ingênuo que chega a crer que a manifestação é uma festa, não Jabor, não é... O Carnaval acabou. 
Aos poucos a população despertou, o gigante acordou e está ali pronto para mudar o país, ou ao menos tentar mudar. Os brasileiros estavam enferrujados de tanto ficarem sentados em seus sofás reclamando da vida, mas algo aconteceu, a rua é nossa.
Uma manifestação pacífica e até mesmo despretensiosa, chego a  afirmar, e que acabou crescendo. Se antes o povo queria respeito, agora quer respeito e liberdade. A manifestação que se auto dominou de Revolta da Salada após a prisão de vários manifestantes por estarem portanto vinagre, desde quando uma substância ilícita? E a forma truculenta com a qual a polícia agiu, o notável despreparo e abuso de autoridade da tropa de choque foi ganhando as redes sociais e o absurdo rendeu novas manifestações em várias outras cidades do Brasil e até mesmo no exterior. O mundo viu como o Brasil trata seu povo, e em solidariedade muitos cidadãos de fora  do país entraram na luta. 
Policiais agredindo covardemente manifestantes com bombas de gás, sprays de pimenta, cassetetes e balas 
de borracha como se enfrentassem marginais. Uma população munida de gritos exaltando a não violência, um povo que insatisfeito foi as ruas reclamar, uma nação que só exigia um pouco de respeito e foi recebida com agressões. O choque tomou conta de todos, oras, achávamos que a ditadura já havia passado. Fomos ingênuos, acreditávamos que vivíamos em um país livre em que poderíamos nos manifestas, mas não. Vivemos no mesmo Brasil que tantos anos atrás calava e torturava seu povo. A ironia nisso tudo é que um país onde seus governantes lutaram no passado contra a repressão agora está aí, reprimindo mais uma vez sua população. Se esqueceu de suas lutas senhora Dilma Rousseff? Um dia a senhora esteve ao lado do povo, o que houve depois que assumiu o poder? A presidência lhe tirou o espírito de justiça?
Os poucos e verdadeiros jornalistas, digo verdadeiros por possuírem ainda em seus corações a essência da luta pela verdade e por terem em suas veias o sangue daqueles que lutam contra as repressões sofridas, esses estavam ali tentando trabalhar, tentando apenas cumprir seu papel e relatar a manifestação, porém serviram também de alvo dos ataques da polícia. Profissionais que estavam exercendo sua função e foram atacados por aqueles que deveriam proteger a sociedade. 
Após os jornalistas se tornarem inimigos da força policial, a mídia, ou ao menos parte dela, abriu os olhos e reclamou: "Como assim? Meus funcionários sendo atacados? Oras, que ataquem os vândalos vagabundos e não trabalhadores!"
O picadeiro estava pronto, o circo está armado, mas dessa vez o povo não servirá de palhaço. Pela primeira vez em tantos anos vejo um orgulho patriota brotar no peito dos brasileiros. O Brasil resolveu sair da inércia e pulou a parte do hino que diz: "Deitado eternamente em berço esplêndido" direto para a parte que exalta: "Verás que um filho teu não foge à luta". Pode não haver nenhuma mudança de preço na passagem, mas o povo descobriu seu poder, o povo agora sabe que possui voz e que ao gritar em uma só voz o mundo inteiro sacode.
Os políticos atordoados com tamanha manifestação surgem na televisão pedindo calma, dizendo que não há repressão, que tudo foi um incidente, oras quem diria, a polícia não estava preparada. Ops, como assim a polícia não estava preparada? Um país que está prestes a sediar a Copa do Mundo de futebol, um país que daqui a alguns anos vai ser sede das Olimpíadas, e a polícia está despreparada? Se os policiais não conseguem manter a calma e o controle em uma manifestação pacífica, como esperam agir em meio ao tumulto comum em grandes eventos? Os estádios estão preparados, a polícia não.
O leão aprendeu a rugir e a passos curtos tal qual de uma criança aprendendo a andar o povo vai conquistando o seu espaço. Não queremos nada de  impossível, apenas nossos direitos, tais como dignidade, justiça, respeito, liberdade e alguma qualidade de vida, pois atualmente vivemos num país que mal nos garante uma vida que dirá alguma qualidade. Enquanto nossa nação cresce com síndrome de inferioridade acreditando que na Turquia há manifestantes e aqui há vândalos, como nossos grandes jornais pregam, o governo ri na nossa cara desacreditando que nos ergueremos. Demos o primeiro passo em direção a mudança, estamos preparados para lutar pelos nossos direitos. Unidos podemos reconstruir um novo país.



(Luíza Gallagher)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Amor



Hoje é o dia mais clichê do ano e mesmo assim é um dos mais belos. Mesmo com tantas declarações forçadas, flores artificiais e canções de amor ecoando pelas ruas amontoadas de casais atrás de um bom restaurante ou de um presente caro para o par, há aquele bilhete escrito com uma caneta qualquer em um pedaço de papel de pão no qual se lê um "Eu te amo" meio tímido rabiscado no canto, porém trazendo ali toda a verdade de um coração apaixonado.
De todas as cafonices o amor é a minha preferida ♥

(Luíza Gallagher)

Dia dos Namorados




Dia dos namorados, a data mais clichê do calendário. Filas em restaurantes, casais pra todo lado se declarando, flores, chocolate, propagandas disputando a atenção dos enamorados, e tudo pra que? Para se declarar, para se ficar junto, para provar o amor. Esses clichês maravilhosos de quem ama. Passeio de mãos dadas na rua, abraço apertado, declarações ao pé do ouvido, dormir juntinhos… O “Eu te amo” quando menos se espera, um carinho depois de um dia puxado, um sorriso compartilhado… Ah, dia dos namorados… O casal trocando carícias, o perfume dos dois se misturando, os olhares… Essas pequenas coisas cotidianas, simples detalhes sussurrados que fazem a alegria dos apaixonados e que nessa data são gritados aos quatro ventos. Quer saber? Pra quem se ama o dia dos namorados é todo dia, é todo o tempo em que se está ali com aquela pessoa na mente, é todo o abraço, todo beijo. É cada batida do coração que acelera só de pensar no amado, é cada respiração ofegante próxima ao pescoço dele. Dia dos namorados dura desde o primeiro segundo em que os olhos brilham até a opacidade tomar conta do olhar e o coração já frio não mais conseguir amar.
(Luíza Gallagher)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Banco da Praça



  Tomás aproximou-se devagarinho daquela menina sentada ali distraidamente no banco da praça. Por um segundo pareceu que ele lhe pregaria um susto, mas no lugar disso impostou a voz e disse com pompa:
-Oras, a senhorita sentada aqui tão solitária, por acaso espera por alguém?
  Recuperando-se do breve susto a moça empina o nariz e responde afetada:
-Sim, espero o meu namorado!
  Tomás a encara e então diz:
-Mas que namorado deixaria tão bela dama sozinha a sua espera?
  A moça com tom levemente irritado responde:
-Por ele eu não me incomodaria de esperar por toda a minha vida. Eu o amo e ele é o meu príncipe.
  O rapaz lança-lhe um sorriso meio torto e desdenha:
-Um príncipe? Ele é tão especial assim?
  A garota com ar apaixonado divaga:
-Sim, com certeza é. Ele é como um sonho bom. Com ele sinto que posso ser feliz de verdade, eu o amo.
  O rapaz então abre um sorriso sedutor e diz:
-Nossa, vejo que gosta realmente dele... Posso saber qual o nome desse sortudo?
  Eles se encaram demoradamente, os olhos deles brilham intensamente e com um sorriso nos lábios ela responde:
-O nome dele é Tomás.
Eles se beijam, o mundo roda ao redor, nada mais existe. Eles se amam.

(Luíza Gallagher)

sábado, 8 de junho de 2013

Denna, a fugitiva

Você é saudade, 
Toda feito de solidão e ausência.
Menina que para longe corre
Mulher feita de fumaça que se desfaz em um piscar de olhos
Tento me mover de forma silenciosa, penso no que dizer
Tenho medo de afugentá-la sem querer

Seus olhos brilham na luz dos meus
Sua pele cintila com a luz exata
Seu cheiro doce toma minha alma e arrebata meu coração
Bela, és a mais bela que já vi

Arisca e desconfiada se aproxima pelos cantos
Seu olhar de repente fica como o de um cervo assustado
Sua respiração acelera
Sinto o pânico me tomar
Estendo a mão para tentar segurar-lhe
Já é tarde
Partiste mais uma vez
Você sempre se vai
Fico aqui parado com a tão conhecida dor da sua falta
Com o tão familiar desespero que me domina a cada partida

Você é amor
Toda feita de beleza e acalento
Você é dor
Toda feita de vazio e tristeza
Você é saudade
Toda feita de solidão e ausência

(Luíza Gallagher)

Dia Mundial da Saudade, Seu Dia



"Tudo me faz lembrar você e eu já não tenho pra onde correr."

Em algum lugar ao longe o galo canta, ouço pessoas passando na rua, o dia amanhece e eu aqui deitada na cama me agarrando a memórias empoeiradas. O tiquetaquear aflito do relógio não permitiu que eu adormecesse. Mais uma noite em claro vendo o tempo passar sem você. 
Levanto trôpega, mas decidida a seguir em frente. Vou escovar os dentes e sinto falta da sua escova ali ao lado fazendo par com a minha. Visto o meu vestido, aquele mesmo que usei em nosso passeio no parque em algum lugar no passado. Ao passar pela sala desvio por instinto do lugar em que costumavam ficar jogados seus sapatos. Me preparo para reclamar da louça suja, mas encontro a pia vazia, vazia como meu coração. Abro a geladeira e ali está seu suco favorito intacto, você não está aqui para tomá-lo. No carro ainda sinto seu perfume. Ligo o rádio, óh não! A nossa música.
Todos os meus dias são assim, busco migalhas de você por onde quer que eu passe. Um forte aperto no peito me toma toda vez que vejo um sorriso parecido com o seu pelas ruas. O dia passa lentamente, vejo o ponteiro do relógio se arrastar preguiçosamente. Fim do expediente, volto pra casa. Congelo no estacionamento ao ouvir sua voz, me viro e não, não é você. Como é possível ouvir sua voz nesse silêncio que habita o meu peito? Como consigo sentir sua presença mesmo na ausência? Talvez eu esteja enlouquecendo.
Enfim chego em casa. Me jogo na cama e caio em prantos. Espero você chegar para me abraçar, contar uma de suas piadas sem graça, ou mesmo me matar com as tão insuportáveis cócegas que tanto adorava fazer em mim, você não está aqui. As lágrimas secam e permaneço deitada, imóvel. Carrego no coração toda a sua ausência. O sono chega para entorpecer um pouco meu corpo tão exausto de viver sem você. 
Os meus olhos se fecham e enfim te encontro em meus sonhos. A saudade se desfaz em um abraço apertado. Amanhã ei de sentir novamente a dor da sua falta, a saudade há de bater mais uma vez em minha porta.

(Luíza Gallagher)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Quem disse que homem não pode ser feminista?


O ativista digital Samuel Farias explica como entrou nessa luta



Um homem que luta pelos direitos das mulheres parece algo inimaginável, mas assim é Samuel Farias, de 28 anos, um ativista digital feminista. Ele apresenta um olhar diferente sobre esse movimento tão criticado, principalmente por parte dos homens que não concordam com esses ideais. Samuel vai na contra mão e apoia ativamente a causa.
No blog e no perfil do Facebook dele pipocam textos críticos, de sua autoria ou não, sobre o sexismo e o papel da mulher na sociedade atual. A indignação contra o machismo e a luta pela igualdade já lhe rederam muita dor de cabeça e discussões, mas nada disso desanimou Samuel a seguir adiante em seus ideais. “Desde sempre me interesso por esse assunto. Moro no Rio de Janeiro, lugar conhecido por praias e belas mulheres, e essa obsessão pelo corpo perfeito, essa vulgarização estética da mulher me motivou a ajudá-las nessa luta. Não sou um homem defendendo mulheres, sou um cara lutando pelo que acredito. Luto pelo que acho justo”, afirma.
O ciberativista explica que o feminismo ao contrário do que muitos pensam defende a igualdade de direitos e deveres para homens e mulheres e não um privilégio ao gênero feminino. “O feminismo é um movimento que busca por igualdade. Queremos quebrar os preconceitos e estereótipos que escravizam as mulheres em geral. Além disso, o feminismo também trata da defesa de diversos grupos considerados minorias que são tantas vezes vítimas de preconceitos e injustiças.”
Essa luta é bastante ampla de acordo com ele e envolve também o preconceito racial, sexual e a gordofobia (preconceito contra pessoas gordas), combatendo a busca por um corpo ideal que muitas vezes é inalcançável.
Samuel cita o direito da mulher de escolher o parceiro, o direito de voto, direito de trabalhar e até mesmo a lei Maria da Penha como grandes vitórias do feminismo. Porém, afirma que ainda há muito a ser conquistado, como o direito da mulher decidir sobre o seu próprio corpo, receber salários iguais aos dos homens, o fim da opressão e o fim da banalização da violência à mulher.
Samuel possui muitos seguidores em seu blog e participa de fóruns e grupos online que debatem e desmistificam o feminismo, que segundo ele é um movimento mais fraco do que os demais que buscam igualdade, porque os valores machistas e sexistas já estão tão impregnados na sociedade. “A minha militância é solitária, eu milito pela causa, mas não partilho dos métodos de grupos como o Femen, não apoio o movimento em partidos políticos, mas procuro conscientizar homens e mulheres através das redes sociais, da discussão de propostas e tocando na ferida”, explica ele.

A informação é a principal estratégia do jovem para vencer essa batalha, ele acredita que ao esclarecer o que realmente é o feminismo as mulheres começaram a entender as injustiças que ocorrem e passam a lutar por mais justiça. “Honestamente, o feminismo ainda não morreu, mas agoniza. É de extrema importância a conscientização da sociedade”, alerta Samuel.


(Luíza Gallagher)