quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A Graça do Palhaço



Assim que chegou a esse mundo ele já veio chorando, sua mãe, no entanto, sorria. Desde pequeno era a alegria da casa. Ao contar seus problemas infantis de forma tão séria arrancava gargalhada dos adultos. “Esse menino é uma figura”. Cresceu. Era a graça da turma. Arrancava sorrisos mesmo sem querer. Cada tirada sagaz e mais gargalhadas o acompanhavam. Mas ele nunca achou graça em nada. Nunca sorriu... “É tão fácil para as pessoas rirem... mas eu não consigo”. Foi procurar a alegria em um circo. Cada número a platéia aplaudia e ele sem graça acompanhava o coro. “Não entendo onde está a graça”. Fugiu com o circo, estava decidido! Convivendo lá acabaria por encontrar a risada perdida. Os anos passaram... Ele agora se pintava e se fazia de palhaço. Era o melhor, o mais aguardado. Suas apresentações eram sinônimo de sucesso.


Um dia conheceu uma bela bailarina, novata no circo. Linda. Seus olhos se encontraram por alguns segundos. Entre saltos e rodopios ele sentiu os lábios se contorcerem. Ela conseguiu arrancar o primeiro sorriso do pobre palhaço. A vida dele ganhou novos tons. Ele ficou encantado! “Mas que incrível ser é esse?”. Ele correu para se apresentar e ela disse: “Muito prazer, eu me chamo Maria da Graça”. Ele enfim achou a graça de sua vida. Era ela aquela que tanto procurava, a dona de seus sorrisos. 

(Luíza Gallagher)

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Notas de um lugar



Intrigas,
mentiras,
doces ilusões,
amargas sensações.

Sussurros,
cochichos,
gracejos mal intencionados,
lugar de mal amados

Abandono,
folhas que caem,
insetos a rastejar,
esperanças a escoar

Decepções,
solidão,
lá fora o tempo corre,

aqui dentro, aos poucos, a gente morre.

(Luíza Gallagher)

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Anna e o Cão Abandonado



Anna encontrou um filhote de cão abandonado na rua. Olhou para ele com tristeza e disse: “Somos dois”. Abaixou, pegou o pequeno animal no colo e continuou seu caminho. Foi naquele instante em que o cão adotou a menina dos cabelos de fogo. Não estavam mais sozinhos no mundo.

(Luíza Gallagher)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Paixão Pontual



Ela estava atrasada. Olhou o relógio e ficou ainda mais nervosa. Ele estava distraído, com fone nos ouvidos não prestava atenção no ir e vir de pessoas. Ela parou a alguns passos dele. Seus olhos se encontraram e pelos Deuses, o mundo parou!

O tempo para ela não mais corria, perdida no castanho daqueles olhos. Profundos, instigantes, inebriantes. Os acordes se perderam no fone caído sobre a jaqueta dele. O silêncio tranquilo daqueles olhos azuis o atraia, o arrastavam para alto mar. Assim ficaram os dois, se encarando confusos por um instante. Ela sorriu meio constrangida, ele correspondeu envergonhado. Ela apontou para o fone esquecido, ele desviou o olhar para recolocá-lo. Quando voltou a olhar ela já tinha sumido. Descera no ponto anterior. Ele esgueirou-se para um banco do ônibus, ainda abobalhado, a viagem para ele ainda não terminara. Foi apenas mais uma paixão pontual.

(Luíza Gallagher)

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Anna e Sonho



Anna tem um ursinho de pelúcia, seu nome é Sonho. As amigas riem da menina, velha demais para um estúpido bichinho de pelúcia. Anna não se importa, ela o ama. Por mais que desprezem Sonho, para ela, ele é especial. Ninguém é velho de mais para ter um sonho, afinal.

(Luíza Gallagher)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Melhor Esquecer



Lembra...
               Esquece...
                              Lembra...
                                            Esquece...


Prós e Contras da idade.
                                                       Me lembre de esquecer!


(Luíza Gallagher)

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O Deserto Florescerá



O amor há de brotar no peito árido de quem vive como se não vivesse.
Os sonhos semearão na mente em desuso dos descrentes.
O sopro da vida voltará para aqueles que apenas existem.
A fantasia reinará sobre a realidade.
O mundo irá mudar.
As pessoas aprenderão a se amar.
A chuva fresca trará esperança.
O sol aquecerá a frieza dos sentimentos,
derreterá cada coração.
A boca reaprenderá a sorrir.
O olho voltará a brilhar.
O mundo irá melhorar.

Até o deserto florescerá.

(Luíza Gallagher)



quarta-feira, 28 de outubro de 2015

2 Segundos


É quando se está distraído que as grandes surpresas ocorrem. Um único ato feito num impulso, um mundo que se abre. Como dizem, bastam 2 segundos de profunda coragem.
Num acaso, num desatino, num passo errado, um novo destino.
Uma esquina dobrada sem pensar e suas infinitas possibilidades. Uma mensagem enviada para um número errado e se conhece o amor de toda a vida, por acaso. Uma compra feita sem querer revela inúmeros prazeres não programados. Uma passagem não planejada, agendada nos raros 2 segundos de coragem (e álcool), uma nova experiência, única.

Mapas, trilhas, GPS, planilhas... O bom mesmo é nos perdermos pelo caminho, só assim conseguimos, de fato, nos encontrar.

(Luíza Gallagher)


Sobre o Navegante e a Saudade



Somos navegantes,
Velejamos muitas vezes em águas profundas,
Buscamos descobrir os segredos dos sete mares.

As ondas nos puxam,
Num e ir e vir eterno.
Belas, complexas, assustadoras,
Uma nunca é igual a outra.

Como navegantes, somos chamados para alto mar,
Vem uma onda e nos arrasta.
Partimos.
É a hora,
o barco precisa zarpar, é a lei da vida.

Para quem fica em terra firme a despedida é cruel,
A dor atinge forte no peito.
Saudade...

A saudade dói,
Fere, angustia, desnorteia...
Mas a saudade é amor.
É lembrança dos momentos.
É fechar os olhos e ver o sorriso do filho,
Sentir o abraço,
Ver mais uma vez o brilho no olhar.

E por fim,
A saudade é aprender a dizer adeus.
Como um navegante
Ele partiu para outros mares.
Está longe, bem longe,
Mas ainda assim,
Está dentro do coração de quem o ama.

Ele está ali,
No sorriso dos irmãos,
No afago da mãe,
Nos olhos do pai,
Está na memória de quem ficou.
Ele, agora, é saudade.

(Luíza Gallagher)

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O Tempo



O tempo...
Ao olhar no espelho ainda há uma menina lá,
perdida em algum lugar...

O tempo...
Desenhos animados, chocolate, confete, balão
sonhos multi coloridos cheios de emoção...

O tempo...
Trabalhar, limpar, fazer, arrumar
mulher séria sem mais tempo para brincar...

O tempo...
Dia corrido,
passa sem ser sentido

O tempo...
Em um piscar de olhos a menina cresceu

O tempo...

ainda há tempo?

(Luíza Gallagher)

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Anna em Fuga


Anna corre pelo campo. O capim alto emaranhando-se ao seu vestido. 
Corre menina, corre. 
Mesmo indo longe ela não consegue se livrar do vazio que sente. Senta a beira de um riacho e chora. Suas lágrimas se misturando à água límpida que corre para longe.
Corre para o mar.
“Não dá para fugir de si mesma”, pensa ela.
“Não há onde se esconder de seus fantasmas.”
Uma brisa fria seca o rosto da menina, que, agora esboça um suave sorriso.
“Então só resta lidar com o que somos”.

Anna levanta-se e volta para casa, não mais correndo, mas andando vagarosamente. “Se tenho que conviver com o que sou, o melhor é fazer isso lentamente. Correr não me afasta de mim, só me cansa mais”. 

(Luíza Gallagher)

sábado, 3 de outubro de 2015

Borboleteia-se



Ela é flor!
Alma colorida,
pura candura e perfume.

Ela é leve!
Tão leve quanto a brisa matinal
rodopiante no jardim.

Ela é luz!
Iluminada aurora
com sua graça angelical.

Ela é poesia
Verso e contra verso,
estrofe e rima.

Ela se transforma.
Poetiza-se
floreia-se
por fim
borboleteia-se
e voa...
livre, bela e imaculada,
ela voa...


(Luíza Gallagher)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Asas Imaginárias



Ela queria voar.
Ir lá para o alto,
brincar nas nuvens
ir para todo o lugar
num bater de asas.

Disseram que era impossível.
“Ora essas,
humanos não voam”
Não pode ser.
Riram e fizeram piadas.
“Pare de sonhar”.

A menina não se importou
e na sua imaginação
asas criou
em seus sonhos
ela podia voar.

Lá está a menina alada
lá no alto
voando

em delírios imaginários.

(Luíza Gallagher)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Anna e a Flor



Anna encontrou uma flor nascida em meio ao asfalto de uma ruela. Delicadas pétalas cor de rosa contrastando com o cinza da cidade. A menina sorriu e sentiu uma breve empatia para com a flor. Afinal, ela também é uma pequena criança num vestido cor de rosa contrastando com a imensidão da cidade. Flor de menina, menina de flor. Contra as intempéries, contra as improbabilidades, lá estão as duas em uma ruela qualquer. Dois pequenos pontos cor de rosa que trazem esperança numa cidade tão grande e sem cor.

(Luíza Gallagher)

terça-feira, 29 de setembro de 2015

UniVERSO



Tudo começou com uma poesia.
Uma rima e fez-se a vida.
Em um único verso está o infinito.
Uni VERSO!

(Luíza Gallagher)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Coração Apertado



Apertado anda o meu coração.
Meu receio,
é que em um desses apertos
não aguente e,
exploda em mil pedaços o pobre coitado.

Voe sentimentos para todo lado,
tal qual uma granada
dispare estilhaços
e acabe atingindo um coração nobre,
que nada tem a ver
com as explosões

de minhas emoções.

(Luíza Gallagher)

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Primaversando


Rosas desabrocham no jardim, 
violetas tímidas colorem a manhã, 
orquídeas exuberantes se envaidecem, 
hortênsias sutis aparecem, 
copos-de-leite, 
tulipas, 
margaridas,
jasmins... 
todas primaverando
e eu aqui primaversando 
versos florais para ti
ou flores poéticas se preferir.

P.S.: Perdoe minha vernalagnia,
é apenas o clima primaveril
mas vivo em agonia
desde que você partiu.

(Luíza Gallagher)

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Primavera


Para fazer flores nascer em ti, 
para semear o bem no mundo, 
para desabrochar o amor no peito, 
para iluminar a alma. 
Primavere-se. 
Floreie-se. 
Deixe a nova estação renovar seu coração.

(Luíza Gallagher)

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Correndo


Correndo contra o tempo.
Correndo atrás do amor.
Correndo de um ex amor.
Correndo atrás de emprego.
Correndo para não perder a hora.
Correndo atrás do tempo perdido.
Correndo de um lado para o outro.
Correndo igual barata tonta. 
Correndo do perigo. 
Correndo para o abismo, 
Correndo... 
Se um dia parasse de correr, 
talvez chegasse mais rápido ao destino.

(Luíza Gallagher)

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Mudanças em Nós



O que foi feito de nós?
Ainda podemos nos chamar de nós?
Agora estamos aqui, a sós,
 Tristes, sofrendo, em maus lençóis
Numa relação sem contras nem prós.

Você mudou,
eu mudei.
Você ficou mudo,
e eu,tento mudar-te amiúde.
Por fim, mudamos.
Emudecemos nossos corações
Frios, secos, mudados,
Mal transformados,

Mal amados.

(Luíza Gallagher)

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Love it Forward List


Qual o poder da escrita hoje em dia?

Com a internet, a troca de mensagem ficou mais fácil e mais rápida, porém, mais fria e seca. Quanto tempo faz que não escrevemos uma carta para alguém? Ainda sabemos escrever com uma caneta e papel?

Há duas semanas atrás eu ouvi falar de um projeto bem bacana, o Love it Forward List, e resolvi pesquisar mais a respeito.

Se trata de um projeto criado por uma brasileira muuuito criativa, a Carolina Areas (que possui um outro projeto, o Word Rocks, que é muito legal também). A ideia nasceu nos Estados Unidos e se trata de uma lista do bem, onde através de cartas as pessoas enviam um pouco de amor para alguém que está passando por um momento difícil.

Em entrevista ao site Follow The Colors, Carolina explica: “Quando fico sabendo de alguém está passando por um momento difícil, eu aciono esta lista de pessoas e todo mundo manda uma lembrança, o que puder. Neste mundo em que se digita mais do que se escreve, o poder de um envelope recheado de palavras amorosas é incrível. Imagina, então, quando são vários?! Um cartão, uma carta, um poema, um desenho, uma foto, uma lembrança… É tão fácil doar amor!”

Uma cartinha, uma fotografia, um desenho, um brinquedo... é só colocar a criatividade e o coração para trabalhar! Um pouco de amor ao próximo e de empatia fazem toda a diferença nesse mundo moderno e robotizado.

O poder de algumas palavras pode trazer acalento para quem recebe uma dessas cartas. Saber que alguém que você nem conhece se importa e separou alguns minutos para tentar te ajudar. E para quem escreve, o bem de saber que está tentando fazer alguém mais feliz é arrebatador.

Já enviei as minhas primeiras cartinhas. E enquanto escrevia fiquei super ansiosa pensando se os destinatários iriam gostar, se aquelas palavras tímidas com a letra trêmula por desuso iria de alguma forma trazer um pouquinho de conforto. 

Pequenos gestos, porém feitos com o coração, possuem um poder transformador.

Gostou da ideia? Quer participar?

Basta enviar um email com o título #Love it Forward List. para loveitforwardlist@gmail.com. Dessa forma você terá seu email adicionado à lista. Toda vez que a Carol tiver alguma solicitação a lista é acionada e você receberá uma mensagem avisando. Se você estiver com tempo e disposição poderá enviar a sua cartinha. 

O fato de você estar na lista não significa que tenha que enviar algo a cada vez que uma solicitação for enviada, ok? Você só envia quando quiser e puder.

Vamos espalhar amor ♥




segunda-feira, 6 de julho de 2015

Malu



Vestido azul,
sandália de dedo
e laço de fita no cabelo.

Sua trança balança
quando ela corre,
e, ela sempre corre.

Olhos curiosos
sorriso travesso
covinha na bochecha

A boca sem um dente
faz perguntas que te viram do avesso
e, ela sempre faz muitas perguntas.

Pequena arteira,
menina espoleta.
Pula, corre, dá cambalhota, faz pirueta.
Abraça, grita, pergunta, aponta, sorri
e em mim, vive aqui ♥

(Luíza Gallagher)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Nós Cegos



O enlace emaranhou-se.
Tem você em mim,
Tem eu em você.
Somos linha
num carretel.
Somos amantes 
num quarto de motel.
Tão misturados
tão embolados.

Não separa,
Não ata,
Não desata,
Não prende nem solta,
Não segura e nem afrouxa,
Não somos laços, 
somos apenas embaraços.
Somos nós,
Nós cegos.

(Luíza Gallagher)

Depois



Depois de tudo, 
depois de nada,
depois...
bem depois...
O que eu esperava?
O que eu procurava?

Acho que buscava um pouco de mim
onde eu já não estou,
onde nunca estive de fato.

Buscava lembranças 
que já esqueci, 
que quis esquecer.

Na verdade,
acho que buscava 
apenas reciprocidade
no escrever, no sentir, no partir.

Uma resposta às perguntas nunca feitas,
um acalento para corpos duros e frios,
algo sobre mim,
algo sobre você,
algo sobre o nós que nunca fomos.

Eu esperava 
que o meu nome fosse sorteado
em um concurso que nunca participei.

Eu esperava ler as manchetes
de uma notícia que nunca aconteceu.
Eu esperava reencontrar
quem nunca conheci.

Depois...
bem depois...
Aqui estou eu,
mais uma vez acordando de um sonho
sem sequer ter adormecido.

(Luíza Gallagher)

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Marés e Mágoas



Ele sorriu, ela chorou
Ele sumiu, ela desmoronou.
Feito um barco à deriva ele a deixava.
Entre marés e mágoas
Desgovernada no oceano das decepções
ela navegava.

(Luíza Gallagher)

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Borboleta




Um vento forte soprou
uma flor distraída ele levou
ela rodopiou, planou, voou
e borboleta ela virou.

(Luíza Gallagher) 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Para Ivy

Menina dos olhos negros
e do nariz de botão.
Moça travessa
que mora no meu coração.

Menina da doçura infinita
e da felicidade irrestrita.
Dos pulos, das corridas
das mordidas e das lambidas.

Pequena travessa
que o meu peito atravessa
feito flecha em combustão.

Pequena e rápida
um mini furacão
que logo domina o meu coração.

(Luíza Gallagher)

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Zé Ninguém



Dança morena da saia rodada
Espalha teu cheiro pequena
Meu coração perde o compasso
Com teu rebolado

Ah, morena!
Cê tu soubesse o que sinto
Cê tu descobrisse
o quanto sonho contigo

Ah, morena!
Eu não tenho chance não
Cê é a mais bela Rosa
a espera dum Rei
e eu? 
Eu sou apenas um Zé Ninguém.

(Luíza Gallagher)

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Domingos

Segundas, terças e quartas
quintas, sextas e sábados...
Todo dia um novo dia

As segundas para recomeçar,
as terças para amar,
as quartas para refletir,
as quintas para sorrir,
as sextas para comemorar,
e os sábados com cara de Domingos?
Existem mais lindos?

(Luíza Gallagher)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Ordem no Caos



A vida as vezes é tão chata: trabalho, contas, dormir, acordar.. 
Nada acontece, tudo acontece, é sempre igual, é sempre diferente. É um caos! Tudo parece que vai dar errado, mas aí você me olha e eu esqueço isso, esqueço aquilo, esqueço o mundo, só resta nós. É nos seus braços que me abrigo quando a tempestade chega. É em você que encontro a minha paz. O meu lugar favorito do mundo é dentro do seu abraço. Você ordena o meu caos. 

(Luíza Gallagher)

terça-feira, 19 de maio de 2015

Bola Rolando


Rola a bola
de um lado para o outro
Rola a bola
um chute forte e ela voa
de pé em pé ela passa
até no gol entrar
E a bola volta a rolar.

(Luíza Gallagher)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Águas Passadas



Existem águas boas
que lavam, que curam
águas que refrescam
que matam a sede
que renovam a vida.

Existem as águas frescas 
que vêm direto da fonte,
existem as que vêm da chuva
num dia cinza.

Entre todas elas 
existe a mágoa
que rola dos olhos
em forma de lágrima,
essa é uma má água,
mas é apenas 
águas passadas.

(Luíza Gallagher)

E é de você que preciso



E é de você que preciso, apenas de você aqui comigo. 
Preciso do seu abraço, seu olhar, seu sorriso.
Quando longe, me sinto só, você é meu abrigo.
As horas não passam, tudo segue parado, o dia vira um castigo.
É de ti, apenas de ti que necessito
Fico completa somente estando contigo.

(Luíza Gallagher) 

terça-feira, 12 de maio de 2015

Gaivota



Voa, voa gaivota
pelo céu distante.
Voa, voa gaivota
e na praia dá uma rasante.

(Luíza Gallagher)

Anna e o Escuro



Anna não gostava de ficar no escuro quando pequena. Depois que cresceu notou o quão tolo era esse medo. No escuro ela fica despercebida, escondida, segura. O breu acalenta e protege.
Hoje, o que a menina teme é a luz. Exposta, desprotegida, revelada, desolada. Sem máscaras, a realidade desnuda.

(Luíza Gallagher)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Moça do Samba



Moça morena banhada em orvalho
Moça pequena, faceira
Bota o laço  de fita no cabelo
e vem pra roda de pé descalço
mostrar o seu gingado
Moça da saia rodada
do perfume de manacá
samba menina
samba até o dia raiar.

(Luíza Gallagher)

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Quem Sou




Precisei me perder muito para aprender a andar sozinha, derramei muitas lágrimas para aprender a sorrir. Precisei perder para valorizar o ganhar. Errar para acertar. Cair para levantar. Precisou anoitecer para o sol raiar.

Hoje só eu sei por quantas coisas passei para me tornar quem sou. A cada tropeço, a cada nova estrada, a cada lição tirada. Essa sou eu, agora sei quem sou, sei o meu valor!

(Luíza Gallagher)

domingo, 4 de janeiro de 2015

Não Chores Criança



Não, não chores ainda! Calma criança! Por favor! Guarde suas lágrimas por agora. Enxugue o seu rosto, deixe brotar o doce sorriso. 

Não, não foi nada. Não chore ainda. O pior ainda está por vir. Ainda nem sabes o que é sofrer. A dor que hoje sentes é pouco mais que cócegas comparada a que ainda sentirás quando crescer.

Não, não chore. Ainda não! Durma, sonhe com tempos melhores. Sonhe criança. És ainda tão jovem para entender as maldades do mundo. 

Um dia, não hoje, mas um dia irás crescer e aí sim terás pelo quê chorar. Mas não agora, ainda não. És pequeno demais para as lágrimas. Durma por enquanto, anjo meu.

(Luíza Gallagher)

O Mundo Lá Fora


sábado, 3 de janeiro de 2015

Versinho da Menina

Por: Marion Bolognesi



Ela era uma em um milhão
Era o rastro da estrela cadente
Era a mais formosa pétala da flor
Era apenas uma menina
Mas para mim ela era o amor!

(Luíza Gallagher)

Família é Coisa Complicada




“Família é coisa complicada”

Complicado mesmo é quando deixa de ser família. Não se iluda, ninguém larga títulos. Pai, mãe, avós, tios... sempre serão, mas família?

Família é criada não por sangue, mas por laços, e quando o laço desata o que resta? Um grande e profundo abismo parental.

Um convívio diário entre estranhos, silêncios e distância. Portas fechadas, sem frestas, só com trancas.

O padeiro da esquina ganha mais atenção do que o filho. O vizinho é mais cúmplice que a mãe, e assim a vida segue. Família quebrada junta em uma foto na mesa com seus sorrisos congelados perante a ceia de algum Natal emoldurada num quadro qualquer.

“Família é mãe, pai, esposa e filho”, me disseram. Não rapaz, família não é só isso. Família é coração, e tal qual coração de mãe sempre cabe mais um. Tio, tia, sobrinho, cachorro, afilhado, bisavô, tartaruga, amiga, primo, tudo pode ser família se há amor. Mas se não há, nem pai, nem mãe, que dirá filhos e esposa sobrevivem como tal elo familiar.


Família é amor e não reunião de estranhos com o mesmo sangue e mesmos sobrenomes.

(Luíza Gallagher)